terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Deputados favoráveis ao impeachment comemoram eleição da comissão especial



Deputados favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff comemoraram há pouco a eleição da chapa número 2, que é formada pela oposição e por dissidentes da base governista, incluindo deputados do PMDB.
A chapa oposicionista foi eleita com 272 votos.
“Impeachment, impeachment”, gritavam, em coro, deputados que defendem o afastamento da presidente.
Por outro lado, deputados que defendem a permanência de Dilma Rousseff no cargo ergueram faixas com os dizeres: “Não vai ter golpe” e “Quem resistiu à ditadura não tem medo de chantagem”.
Pouco antes do fim da sessão, deputados pró-impeachment cantaram o Hino Nacional, também em coro.

Voto secreto na comissão do impeachment contraria norma do STF, diz líder do Psol

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), afirmou que a eleição da comissão do impeachment por meio de voto secreto contraria resolução do Supremo Tribunal Federal (STF). A comissão especial vai decidir se abre ou não o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Já tem resolução do STF dizendo que a deliberação ostensiva, aberta, é a regra, e que o voto secreto tem que ter inscrição expressa na Constituição”, disse Alencar, citando decisão recente do ministro Edson Fachin, do STF, sobre o pedido de prisão do senador Delcidio do Amaral (PT-MS).
Na decisão, Fachin sustenta que "não havendo menção na Constituição à natureza secreta da deliberação, há de prevalecer o princípio democrático que impõe a indicação nominal do voto dos representantes do povo.”
Acesso às cabines
Por sua vez, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), criticou a postura de deputados da base do governo que teriam tentado impedir o acesso às cabines de votação durante a eleição da comissão especial. “Tentaram o golpe do impedir a livre manifestação de representes do povo no momento da votação. Essa é a maneira democrática que eles atuam. Será que não leram a Constituição?”, questionou Bueno, para quem o processo eleitoral respeitou as regras do jogo democrático.

Bueno ainda acusou o PT de ter memória curta, por estar acusando de golpe o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “O PT apresentou pedido de impeachment contra FHC e contra Itamar Franco. Agora, que tem um pedido contra a presidente, é golpe. Quanto cinismo, quanta mentira”, disse.
Fonte: Câmara dos Dep.

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